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16-03-2012

De que liberais falamos aqui?

Por que lhe chamam neoliberal cando querem dizer facha

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ALBERTE LAGO VILLAVERDE



Na situação que está a viver o BNG é mais importante que nunca recuperar o nosso discurso, e desfazermos das ideas alheas; que se nos estão a incrustar coa ração diária de ideologia vinda dos médios de comunicação. O BNG tem que emitir cara fora ideas do BNG expressadas num discurso do BNG e isto não sempre é assim.

Voume centrar num exemplo repetido por moitos cargos públicos do Bloque: o uso de neoliberal para cualificar a postura política dos nossos adversários.

Neoliberal é um termo que lhes gosta. Já nos oitenta essa era a definição que davam deles mesmos; bó motivo para suspeitar dela. Mais cando liberal é, tanto no galego como no espanhol, uma palavra com connotações sempre positivas: generoso, que não se mete na vida dos demais etc. Não cadra moi bem coas maneiras dos nossos supostos liberais.

No âmbito Anglo-Saxon este tipo de políticas e políticos chamam-se Neocon, onde con vem de conservador. He-che uma denominação bem mais acaida, por mais que liberal seja ali o que na Europa lhe chamamos social-demócrata.

Liberal pode ter dous significados um em política económica (partidario do mercado) e outro em política geral (partidário da liberdade ou da pouca intervenção do estado).

De que liberais falamos aqui?

Uma olhada ás profissões dos principais lideres supostamente liberais: Aznar, advogado do estado; Rajoy, registrador da propriedade; Gallardón, fiscal; Feijóo, funcionário da Xunta e podíamos seguir. Onde estão os "empresários de éxito"?

Mas o grave não são os nomes, é a política, que não tem nada de liberal. No eido económico basta sinalar a cadea de privatizações de empresas estatais dos governos de Aznar, cada uma a cargo dum amigo do presidente, para ver de que mercado estamos a falar. E a cousa não fixo mais que ir a pior.

De todos os anteriores o único que pode calificar-se de liberal no segundo sentido seria Gallardón (sem exagerar, não é que o equivalente espanhol de Sarkozy só que mais alto) e já sabemos o popular que é no PP.

Se queixarmos da política neoliberal desta gente já lhes estamos a aceitar a primeira mentira: que se trata dum debate entre as competências do estado e do mercado. Não há tal cousa. Como tampouco são recortes o que está a haver: é uma transferencia de renda da classes baixas para as altas. Falando em prata: esta-se a dar aos ricos, como ajudas aos bancos, o que antes se daba ao resto como serviços sociais.

O debate é se o estado está ao serviço duns poucos banqueiros e grandes empresários ou da maioria da população, e de deixarmos levar polo discurso dominante, está claro quem vai ganhar.


[22-03-2012 17:18] jos comentou:

O Estado não só SEMPRE esteve ao serviço duns poucos, senão que era e é duns poucos. Os demais, a imensa maioria, assistem à peça teatral convencidos de serem os diretores.

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